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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Dilma encontra-se com lideranças religiosas para barrar boatos


A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Roussef, em encontro com líderes religiosos em Brasília(Foto: Roberto Stuckert/ PR)
São Paulo - Diante de uma investida de setores conservadores que acusam Dilma Rousseff (PT) de ser favorável ao aborto, a candidata à Presidência da República reuniu-se nesta quarta-feira (29) com lideranças religiosas em Brasília (DF). Há ainda boatos de que ela teria se considerado vitoriosa na disputa mesmo antes da votação. No encontro, os 27 representantes da Igreja Católica e de igrejas evangélicas manifestaram apoio à petista contra a "campanha difamatória" promovida contra ela.
O encontro é uma tentativa de frear o impacto eleitoral da investida. "Quero repudiar a afirmação que colocam na minha boca de que eu disse em algum momento que ganharia as eleições. É uma campanha difamatória, que afirma que eu disse, em nome de Jesus, que ganharia a eleição. Isso é uma falsidade. Eu sou cristã e jamais utilizaria o nome de Cristo em vão", justificou Dilma.
O e-mail que ela pretende desmentir atribui à candidata a declaração de que, mesmo que Jesus Cristo quisesse impedi-la, sua candidatura venceria a eleição. A afirmação nunca ocorreu, segundo ela, nem foi publicada por veículos de imprensa. Além da mensagem eletrônica, panfletos distribuídos nas ruas assinados pela regional Sul 1 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recomendam que não se vote em petistas, além de acusar a postulante ao Palácio do Planalto de adotar posturas contrárias à doutrina religiosa.
Ela reiterou ser “pessoalmente contra o aborto”. Também voltou a sublinhar o compromisso de não propor mudanças na legislação sobre a interrupção da gravidez, conforme demanda das lideranças religiosas. “Só falaram para eu deixar para o Congresso a iniciativa e eu concordei”, insistiu.
Uma carta de apoio foi divulgada pela Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil Ministério de Madureira soltou, também nesta quarta. O texto reforça a adesão "total e irreversível" à Dilma e desmente boatos que apontavam o contrário. Assinada pelo Bispo Doutor Manoel Ferreira, a carta considera "cruel e mentiroso" o conjunto de rumores que cercam o momento eleitoral. A entidade afirma representar 50% das igrejas evangélicas do Brasil.

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