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domingo, 16 de junho de 2013

Artigo Jornal Tribuna - 16.06.13

Construtores da nossa história


Esta semana dialogando com Heliana Silva Palocci vislumbrei um brilho cativante em seus olhos quando se referiu aos operários que participaram da montagem da Feira do Livro. O carinho e dedicação dos anônimos trabalhadores a remeteu ao texto de Bertold Brecht: “Perguntas de um Operário Letrado”.  Quem construiu Tebas, a das sete portas? Nos livros vem o nome dos reis, mas foram os reis que transportaram as pedras?
            Curiosamente, já fiz reflexões semelhantes sobre a importância dos anônimos que constroem viadutos, pontes, usinas hidrelétricas e uma série de obras magníficas e que geralmente ficam renegados ao ostracismo e a anonimato. As placas de inauguração são sempre recheadas com os nomes de autoridades, algumas das quais sequer passaram por ali ou envidaram o mínimo de esforço para sua realização.
            Dizem que a história registra a versão dos vencedores, dos poderosos, dos ricos, das pessoas de sucesso, mas recorrendo novamente a Brechet, indago: “No dia em que ficou pronta a Muralha da China para onde foram os seus pedreiros?”. “O jovem Alexandre conquistou as Índias sozinho?” É obvio que as respostas a todos os questionamentos serão as mesmas: Não!
            Nestes 157 anos, Ribeirão Preto recebeu milhares de contribuições fundamentais para seu progresso e prosperidade. Entre os bandeirantes que cortaram suas terras, tingidas de roxo pelo sangue dos escravos africanos e pelos remanescentes dos indígenas. Temos, ainda, os demais europeus, asiáticos e por brasileiros dos mais variados rincões.  Foram operários, tecelões, agricultores, funcionários públicos, empregadas domésticas, enfim trabalhadores de todas as profissões.
Aqui homens e mulheres valorosos se dedicaram para que a cidade fosse hoje reconhecida como detentora dos melhores indicadores de qualidade de vida, mas  falharam ao construir uma cidade excludente. Se no passado os grandes senhores construíam belos palacetes, hoje seus descendentes estão migrando para imponentes condomínios. Do outro lado da cidade, crianças e adolescentes crescem em conjuntos habitacionais populares desprovidos da necessária infraestrutura, especialmente de educação, esporte e cultura.  
Não podemos nos furtar de entender que possuímos problemas que precisam ser enfrentados.  Atitudes diárias de urbanidade, por exemplo, são fáceis e geram uma atmosfera positiva entre a comunidade, mas precisamos de atitudes mais robustas em favor da efetiva evolução. Neste sentido, arquitetos e urbanistas, historiadores e profissionais dos mais variados setores da economia esforçam-se para entender nossa realidade e encontrar as soluções. Se o profícuo mundo acadêmico e tecnológico for estimulado a colaborar com a sociedade civil organizada, certamente encontraremos este processo será acelerado.
Apesar dos esforços articulados com os governos estadual e federal, o número de moradias continua insuficiente. A saúde aplica com robustez recursos para a atenção básica e especialidades, mas as filas e reclamações continuam. Nossa educação possui variantes preocupantes e severas distinções entre a rede estadual e a rede municipal. O transporte coletivo urbano está em fase de readequação e muitos outros itens acabam realçando contrastes.
Mas neste mês de festa, é necessário elogiar a aniversariante, derramar confetes e outras formas efusivas de manifestar carinho e afeto. Nesta visão saúdo nossa querida cidade desejando que os próximos anos sejam de prosperidade econômica, justiça social e desenvolvimento sustentável. E que seus construtores sejam reconhecidos e valorizados.
Ribeirão de “tantas histórias, tantas questões” sempre presente em nossos corações.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Vereador André participa do Congresso da CTB.

O vereador André Luiz (PCdoB) participou do 3º Congresso Estadual da CTB realizado nos dias 08 e 09 de junho em Campinas.SP, com o tema “Avançar nas mudanças com a valorização do trabalhador”. Na oportunidade estiveram presentes representantes de 41 sindicatos urbanos, 15 sindicatos rurais, 08 núcleos e 02 federações. André enfatiza a importância do movimento sindical estar ativo neste instante de transformação que o país atravessa e ressaltou o apoio às bandeiras de luta como a reforma agrária, redução das jornadas de trabalho, fim do fator previdenciário e defesa de CLT. Os congressistas escolheram delegados para o Congresso Nacional que será realizado em agosto e elegeram a nova diretoria da Central no Estado de São Paulo, sendo reconduzido á presidente Onofre Ferreira. Ribeirão Preto será compões a nova diretoria em setores importantes como a terceira vice-presidência que será exercida por Jacira Campelo.

domingo, 9 de junho de 2013

Artigo Jornal Tribuna - 09.06.2013

Corpo e Sangue

Acabamos de viver mais um feriadão e muitos sequer sabem o que estávamos celebrando. Vamos lá! O calendário católico registra a Festa de Corpus Christi (Corpo de Cristo), realizada sempre na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. É crença na presença do corpo e sangue de Cristo no sacramento da Eucaristia instituído durante a última ceia.
Jesus rompeu barreiras e enfrentou preconceitos, propôs uma forma de vida baseada no respeito ao semelhante. Convidou todos ao exercício do perdão, a dar a outra face. Ensinou a humildade ao lavar os pés dos discípulos e deu a própria vida na cruz em sacrifício pelo seu povo. Exemplos fortes e difíceis de serem colocados em prática, especialmente nos tempos atuais.
No último censo, 87% da população brasileira declarou-se católica. 22,6% cristã de vários movimentos, entre os quais adventistas, batistas, evangélicos, luteranos, metodistas, presbiterianos, pentecostais, episcopais e restauracionistas.  Várias outras denominações religiosas também defendem a cultura da vida e da paz. Diante de uma estatística dessa, como explicar tanta violência e intolerância?
Nas mesas dos brasileiros, pouco a pouco a tradicional oração em agradecimento ao alimento é substituída pelo noticiário televisivo. Enquanto saboreiam um prato de macarrão ao sugo. Todos estão com suas atenções voltadas a mais um caso de violência. O repórter insiste em perguntar a mãe enlutada ou a recém-viúva qual o sentimento naquele instante. O apresentador fala de modo incisivo e pede intermináveis repetições das cenas de assassinatos. De modo enfático lança palavras de ordem. Todos estão estáticos enquanto o sangue que escorre pela calçada parece atravessar a tela do moderno televisor de alta definição.
           É como se todos nós estivéssemos impregnados por aquele líquido que, ainda, parece tão quente. Ao beber a cerveja ou o refrigerante é como se estivessem ingerindo um cálice de sangue. O espetáculo dantesco prossegue e logo começam os brados de justiça, a crítica repetitiva ao sistema judiciário e apelos pela redução da maioridade penal e implantação da pena de morte.
           Naquela mesa ninguém pergunta como foi o dia do outro. Ninguém comenta fatos tão singelos e belos do cotidiano, como o simples ato de acordar, caminhar, trabalhar, estudar e possuir uma família, um lar, um local para recuperar as energias. Estão todos hipnotizados pela insistente enxurrada de fatos negativos, de violência e de morte. No final, seguem aliviados porque a tragédia abateu-se em outro lar que não o seu.
Aos poucos todos começam a reproduzir a mesma violência que juram combater. Em casa e no trabalho se tornam agentes da morte.  A cordialidade dá espaço ao acirramento das relações. Motoristas e motociclistas transformam seus veículos em armas letais na guerra do trânsito.  Alguns adquirem armas de fogo imaginando que estarão mais protegidos. Nos estádios de futebol gladiadores uniformizam-se como se as camisetas dos clubes fossem armaduras. Até na moda a exaltação medieval às caveiras retornou presente nas roupas e acessórios.  
Em seus ensinamentos o Mestre afirmou “eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (João 10:10) passado tantos anos, ainda, não aprendemos a experimentar esta vida plena. Mas Ele é paciente e aguarda que um dia cheguemos lá.
Que o Príncipe da Paz possa nos inspirar na convivência tolerante e fraterna, capaz de justificar seu sacrifício supremo. 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Indicação do vereador André se torna realidade para o Complexo Ribeirão Verde.

A Câmara Municipal aprovou na sessão ordinária do dia 28 de maio a autorização para desdobramento de dotações orçamentárias e inclusão de natureza de despesa na Secretaria Municipal da Cultura, referente ao Programa Centros de Artes e Esportes Unificados, nova denominação do programa Praça do Esporte e da Cultura. Trata-se de uma obra do PAC2 – Comunidade Cidadã. Até 2014 está prevista a inaugurados 360 CEUs em todo país em parceria entre o governo federal e as prefeituras, Ribeirão Preto implantará o novo centro no bairro Florestan Fernandes, entre as Ruas Franciscas Paula de Jesus e Benedicto Jacinto de Souza. O projeto contempla a construção de dois edifícios multiuso, dispostos numa praça de esportes e lazer: CRAS; salas multiuso; biblioteca; telecentro; cineteatro/auditório com 60 lugares; quadra poliesportiva coberta; pista de skate; equipamentos de ginástica; playground e pista de caminhada. O vereador André celebrou a iniciativa pois, desde 2009 foi autor de indicações, requerimentos e emendas orçamentárias apresentando à administração municipal a celebração de convênios com o governo federal para o atendimento às comunidades carentes de nossa cidade garantindo acesso ao lazer, cultura e esportes. Segundo o vereador o Complexo Ribeirão Verde é uma região maior que muitos municípios brasileiros e totalmente desprovido de opções de lazer e entretenimento para sua comunidade. André disse que acompanhará de perto o processo de construção e evadirá esforços junto ao Ministério dos Esportes para que Ribeirão seja contemplada com mais equipamentos que proporcionem esporte e cidadania para nossa comunidade.