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domingo, 29 de junho de 2014

Artigo Jornal Tribuna A Tribuna 29.06.2014

 A Copa do mundo e os hinos nacionais


O esporte consegue reunir e integrar culturas, tradições, religiões e povos diferentes. Em alguns casos serve para aproximar países que no passado até foram inimigos. No futebol, a disputa nos gramados, por vezes nos remete aos confrontos no campo de guerra. A diferença é que não existe conquista de território ou dominação e escravização e o grande prêmio em disputa atualmente é a Copa Fifa que, diferente da Taça Jules Rimet, possui posse transitória.
Um dos momentos mais emocionantes da Copa do Mundo é acompanhar a reação das pessoas durante a execução dos hinos nacionais. Quando um canal de televisão passou a apresentar a tradução das letras, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco da história e da tradição dos países.
Os hinos nacionais registram momentos históricos, buscam unificar e motivar seu povo. Muitos apesar de compostos após a emancipação política, seguem a influência da música orquestrada dos colonizadores europeus, outros têm a solenidade da marcha militar. Em termos de poesia e ênfase das belezas naturais nenhum supera o brasileiro.
Muitos não se atentam à estrofe que destaca que quem o adora não temem a própria morte para defendê-lo. Sentimento totalmente diferente dos que cotidianamente manifestam-se envergonhados pelo país e os que proclamam o desejo de deixá-lo.
É claro que a seleção de futebol não é o país, tão pouco o governo. As seleções nas diversas modalidades desportivas, no entanto, podem refletir as habilidades ou os investimentos que são feitos. Também, servem de catalisadores do sentimento de nacionalidade, muitas vezes adormecido.
Coletamos alguns trechos de hinos e encontramos verdadeiras declarações de amor. Na República Islâmica do Irã encontramos: “A tua mensagem, oh Iman, de independência e liberdade está marcada nas nossas almas. Ó Mártires! O vosso clamor ecoa nos ouvidos do tempo”. Já na Colômbia: “Ele parou a noite horrível! Liberdade sublime derrama o amanhecer de sua luz invencível. A humanidade inteira, chorando nas suas cadeias, entende as palavras do que morreu na cruz”. A Bósnia-Herzegovina: “Deus deixou você ser salvo para as novas gerações, terra dos meus sonhos, meus bisavôs”.
Muitos resgatam a história das lutas como a Argélia: “Que seja escrito com o sangue dos mártires e lido pelas gerações futuras. Oh, Glória, como resistimos com as nossas mãos por ti!”. O juramento do Chile: “em teus altares jurou que ou serás tumba dos livres, ou o asilo contra opressão”.
De forma semelhante ao nosso, o hino da Austrália destaca: “somos jovens e livres, nós temos solo de ouro e riquezas a labutar, nosso lar é cercado pelo mar, nossa terra é abundante em presentes da natureza”.