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domingo, 4 de agosto de 2013

Artigo Jornal Tribuna - 04.08.2013

Brasileiro Sangue Bom!

A Corrida 6 Milhas Bombeiros encerra com chave de ouro o mês da Campanha “Bombeiro Sangue Bom” com a quebra do recorde anterior que era de  7 mil doações.
Dados do Ministério da Saúde apontam que apenas 1,8% da população brasileira adulta faz doações regulares de sangue, a Organização Mundial de Saúde (OMS), preconiza que o ideal seria de 3 a 5% da população. Durante a campanha, Ribeirão Preto chega a alcançar o percentual de 3,12% de doadores.
O mês de julho é escolhido, pois é o período de férias onde aumentam o número de acidentes nas estradas e também o número de doadores. O sangue é tecnicamente classificado como tecido, além dele tem as córneas, medula óssea, pele, cartilagem e ossos que também podem ser doados. Existem poucas campanhas incentivando a doação de órgãos entre os quais coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas e valvas cardíacas.
O número de brasileiros que espontaneamente fazem suas doações é muito pequeno e geralmente as pessoas somente se mobilizam quando vivenciam experiências de dor ou de perda. Um familiar adoentado e em sofrimento acaba motivando pessoas que, normalmente não dedicariam poucos minutos de suas vidas para fazer doação de sangue.
Quando tratamos de doações de órgãos a situação é mais delicada, pois a maioria das doações possíveis é de pessoas falecidas e o momento da emoção e a falta de informações dificultam as doações, captações e transplantes. O processo todo deve ser realizado com técnicas propícias e dentro de um tempo exíguo.
Os bombeiros personificam a imagem do herói. Além de combater incêndios, atuam em situações críticas como afogamento, acidentes de trânsito, partos emergenciais, entre outros. Ao convocar a sociedade para a doação de sangue é como se partilhassem a capacidade que cada ser humano possui de ser protagonista de atitudes heroicas já que um doador pode salvar até quatro vidas. O mesmo ocorre com os doadores de órgãos que, mesmo após a morte, podem devolver a possibilidade de restabelecimento da saúde e melhoria na qualidade de vida de algumas pessoas.
Aos poucos outros ícones como atores e atletas começam a atuar nesta seara de sensibilização. Já os serviços públicos precisam de maiores estruturas de modo a estarem preparados a recepcionar eventual aumento na quantidade de órgãos e tecidos doados.
Em uma sociedade que começa a questionar posturas políticas, sociais e econômicas, a mobilização em favor da solidariedade, especialmente no sentido de preservação da vida em plenitude deve ser disseminada permanentemente. A agenda não termina em agosto, pelo contrário, todos nós somos convidados a sermos doadores durante todo o ano.
Além do Bombeiro Sangue Bom precisamos de Brasileiro Sangue Bom!