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servidor público, advogado, radialista

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

André participa da inauguração de Centro de Convivência

Nesta quinta-feira, 30 de janeiro, o vereador André participou da inauguração do Centro “Rosa Gileno Tácio”, na rua Edgard Cajado, 400, Campos Elíseos. Trata-se de um Ceci (Centro de Convivência do Idoso). André conheceu o prédio que possui espaços de convivência, sala de TV , quartos e área de lazer para os idosos e contará com uma equipe multidisciplinar com coordenador, psicólogo, assistente social, educadores, enfermeira, cozinheira, nutricionista, serviços gerais e vigilantes. O equipamento funcionará de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h e inicialmente atenderá 20 idosos. Durante sua atuação parlamentar o vereador André apresentou indicação e emendas ao orçamento visando a criação deste tipo de equipamento que serve para auxiliar as famílias a manterem os vínculos com seus idosos que poderão permanecer em casa à noite e aos finais de semana.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

André quer mais qualidade no DAERP


Durante toda a terça-feira o vereador André participou das tratativas entre Sindicato dos Servidores Municipais e Administração para a solução da paralisação dos servidores do DAERP Pernambuco. O vereador dialogou com os trabalhadores que apresentaram um rol de solicitações e formularam denúncias sobre o sucateamento da autarquia. A situação chegou ao ponto de servidores serem ameaçados por parte da população insatisfeita com a falta de água na cidade. Foi realizada reunião com a diretoria e assembleia com os trabalhadores. André enfatizou a importância do DAERP ganhar agilidade e qualidade no atendimento às necessidades de água e esgoto da população e para isso é fundamental a valorização dos servidores através do aumento de investimentos em condições de trabalho, materiais e equipamentos. A superintendência garantia a aquisição urgente de mais bombas de água, matérias de manutenção e a ampliação do diálogo com os trabalhadores

domingo, 2 de fevereiro de 2014

ARTIGO JORNAL TRIBUNA NA DATA DE 02/01/2014

O caminho pode ser suave

Minha geração estudou pela famosa Cartilha Caminho Suave, idealizada por Branca Alves de Lima que utilizava o método de alfabetização por imagem. Além da cartilha existiam carimbos, baralhos e outras ferramentas de apoio que nos levavam ao maravilhoso mundo do conhecimento. Os mais jovens devem trazer agradáveis lembranças da Cartilha da Mimi. Naquele tempo, os abnegados professores utilizavam o quadro negro, o giz, as cópias mimeografadas em papel sulfite e principalmente a voz. Falando em voz, até hoje ecoam em meus ouvidos alguns ensinamentos sobre literatura, ciências, estudos sociais e geografia entre outros. As aulas de educação física, os campeonatos internos, os jograis, a fila da sopa e as comemorações cívicas eram momentos que também merecem destaque. Para nós a escola era o templo do saber e os professores eram figuras que mereciam todo respeito e consideração. Havia uma crítica quanto ao excesso de regras e para muitos a escola era muito dura. Passou o tempo e hoje se reclama que a escola está muito “frouxa”. O ensino não foi priorizado pelos governos e pela própria população e a figura do professor foi desvalorizada. Uma das consequências é que recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) aponta que o Brasil aparece em 8° lugar entre os países com maior número de analfabetos adultos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), feita pelo IBGE em 2012, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais foi estimada em 8,7%, o que corresponde a 13,2 milhões de analfabetos no país. Somente nos últimos anos a educação voltou à ordem do dia e investimentos mais vigorosos começam a ser feitos. A destinação de royalties do petróleo e a elevação dos gastos com ensino para 10% do PIB, como prevê o projeto do Plano Nacional de Educação (PNE) apontam para um novo tempo. O cuidado maior com a educação infantil e anos iniciais e a ampliação do acesso à universidade através das políticas públicas como Enem, Sisu, Fies, ProUni, Cotas ampliam nossas esperanças em um futuro melhor. Ocorre que estamos diante de um grande desafio na rede de ensino, especialmente na pública que é afastar as drogas e a violência da porta e do interior das escolas. Formar, atualizar e remunerar dignamente os professores é outro desafio. Somente educadores preparados podem motivar os alunos integrantes da  “Geração Z”  com sua obstinação pela internet, seu desejo desenfreado de compartilhar arquivos e fatos do cotidiano através de seus telefones móveis, MP3 players e toda parafernalha eletrônica. As diferentes esferas da administração pública precisam garantir aos nossos mestres a possibilidade de utilização da tecnologia na educação não somente com ferramentas digitais, mas também com recursos audiovisuais diversos de fomento tanto do ensino como de pesquisa histórica. Vale registrar que as famosas e volumosas enciclopédias hoje cabem na palma da mão. A geração da informação precisa de um cuidado apurado para que tenha formação. Enquanto, alguns municípios utilizam lousas digitais e os alunos utilizam tablets, em outras faltam cadeiras. Devemos garantir educação gratuita e obrigatória dos quatro aos dezessete anos de idade. Ampliar o acesso e sequência nos estudos dos jovens a partir dos 18 anos, além de ampliar as graduações e pós-graduações. Com educação de qualidade o caminho para a construção de uma nação justa e soberana certamente será mais suave.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Artigo Jornal Tribuna em 26/01/2013

Está faltando humildade


Diariamente, surgem especialistas, entendidos e teóricos que apresentam críticas contumazes a tudo e a todos, indicam soluções infalíveis, teorias mirabolantes e fórmulas mágicas. Em alguns casos possuem formação acadêmica para respaldar suas manifestações, em outros a experiência acumulada lhes atribuem o título de autodidatas. Para essas “sumidades”, o fim da fome e das desigualdades sociais, a paz mundial são metas fáceis de serem alcançadas. Os problemas econômicos também seriam superados com poucas medidas. A conquista da copa do mundo, o aumento do PIB, a queda da inflação, a redução das filas da saúde, as melhorias dos indicadores da educação, a eliminação dos buracos da cidade, o tratamento integral do esgoto e a redução da falta de água, possuem remédios simples de serem aplicados. Os experts estão sempre nos telejornais, nas revistas e nos editoriais. A cada fato ou a cada medida adotada por quem está na liderança de determinado setor, eles são convocados a comentar e raramente são generosos. Uma coisa que sempre me intrigou foi o que ocorre quando o “sabe-tudo” tem uma chance real de promover as mudanças que tanto alardeiam!

Veja o exemplo dos comentaristas esportivos que ao aceitarem o convite para dirigir equipes acabam tendo resultados pífios. E os críticos musicais que sequer dominam um instrumento e conseguem cantar duas notas sem desafinar! Somam-se a estes os especialistas econômicos que ao assumirem ministérios ou secretarias apresentam planos bizarros. Sem esquecer os cientistas políticos que não conseguem sequer vencer um pleito municipal e quando nomeados para cargos em comissão fazem atuações decepcionantes. A massa crítica é muito importante e pode colaborar de modo relevante para o desenvolvimento de uma sociedade, porém quando utilizada apenas para interesses eleitoreiros ou econômicos é extremamente prejudicial à coletividade. Entre o querer e o poder, entre o falar e o fazer, existe um longo caminho a ser trilhado e para seguir em frente é indispensável: a humildade. Característica marcante nos grandes e verdadeiros líderes, parece um artigo raro no mercado onde a arrogância e a prepotência estão entre os pratos do dia.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Artigo Jornal Tribuna em 19/01/2014

Metralhadoras, Analgésicos ou Bom Senso?




Saúde e Segurança são temas sempre elencados entre as maiores preocupações dos brasileiros, também são os preferidos nas campanhas eleitorais e nas manchetes sensacionalistas em rádio, jornal, televisão e agora nas mídias sociais. O bombardeiro diário que recebemos sobre as mazelas dos dois setores acabam criando um misto de impotência e revolta que incentiva o clima de guerra encontrado nos serviços de Saúde de todo país. Ocorre que poucos param para refletir que as dificuldades econômicas, a desestruturação das famílias, o aumento do consumo de álcool e drogas, as barbaridades no trânsito, o sexo descompromissado, a violência urbana, a falta de higiene pessoal e coletiva, enfim, tudo deságua na porta da rede de saúde. Sim! Se o cidadão não cuida do seu quintal e o mosquito da dengue se prolifera, o resultado será unidades de saúde lotadas. Se o marido agride a mulher, se o motorista bebe antes de dirigir, se um grupo de amigos resolve promover uma festinha regada a cocaína ou crack, onde estas histórias vão terminar? Certamente no atendimento à saúde. Assim, por mais profissionais que sejam contratados e por mais unidades que sejam construídas, parece que a necessidade é sempre maior que a oferta. Diante desta crescente demanda uma das respostas dos técnicos da saúde foi a Política Nacional de Humanização que entre suas diretrizes prevê a priorização do acolhimento, uma postura ética na escuta dos problemas dos usuários do sistema. Também, a classificação de risco como forma de organização das filas de espera priorizando os que mais necessitam de atendimento. Outras estratégias precisam ser aperfeiçoadas, entre as quais a educação e orientação da população de como melhor utilizar os serviços. Outro problema recorrente que precisa ser enfrentado é a elevada quantidade de agressões, ofensas, roubos e furtos que vitimizam os profissionais da saúde. Na prática, os cuidadores estão precisando de cuidados. Como exigir que um trabalhador humilhado, ameaçado ou agredido utilize em plenitude seus conhecimentos e técnicas para minorar o sofrimento do adoentado. Diariamente, perdemos profissionais que se recusam em trabalhar em determinadas regiões, posicionamento compreensível já que ninguém quer perder a vida ou o patrimônio material adquirido a duras penas.  A quantidade de trabalhadores da saúde afastados por stress, depressão, síndrome do pânico ou em razão de agressões é crescente. Além da repactuação do financiamento que sacrifica municípios polos como Ribeirão Preto, devemos garantir mudanças estruturais, físicas e arquitetônicas que possibilitem maior conforto e segurança dentro das unidades de saúde como forma de garantir bem-estar e integridade física dos profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes. O SUS é a única porta que permanece aberta diariamente, mas corre o risco de se transformar em uma trincheira. Se medidas urgentes e objetivas não forem adotadas reproduziremos os cenários de guerra onde coletes à prova de balas, fuzis e metralhadores conviverão ao lado de analgésicos e antibióticos. Mais do que levantar problemas, o momento é de compreender os fatos geradores e construir soluções coletivas e consensuadas. Neste sentido, a melhor resposta é o controle social e a participação popular com a imediata reativação e reestruturação de todas as Comissões Locais de Saúde, ampliação da atuação do Conselho Municipal de Saúde e a mobilização de todos os setores da sociedade para que nossas unidades de saúde sejam espaços de vida. No SUS a nossa guerra deve ser contra a doença e não contra o semelhante.