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domingo, 1 de setembro de 2013

Artigo Jornal Tribuna - 01.09.2013


Educação para as Relações Étnico-raciais

Nelson Mandela nos ensinou que “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” A frase é bonita e parece simples, mas não é bem assim. Para aprender é necessário a existência de quem saiba ensinar. Qualificar profissionais da educação para a implementação de políticas públicas de combate ao preconceito, discriminação e racismo tem sido um dos maiores desafios dos últimos anos e agora surgem os primeiros frutos.
Durante a Etapa Polo de Ribeirão da 1ª Conferência Estadual de Educação para as Relações Étnico-Raciais - 10 anos da Lei 10.639/2003, foram realizadas apresentações dos trabalhos desenvolvidos por professores e especialistas de todos os municípios. A experiência compartilhada por unidades escolares de Jaboticabal, Monte Alto e Franca, entre outras, demonstram que independente do tamanho ou do poderio econômico municipal, o que vale mesmo é o envolvimento e boa vontade de educadores e gestores. A dedicação e empenho demonstrados serviram como injeção de ânimo para todos e aponta que estamos no caminho certo.
Para que o desafio de Mandela se torne realidade, todos os educadores devem envidar esforços para a construção de uma política educacional fundamentada na diversidade, grande exercício democrático. Reconhecer a diversidade e situá-la no contexto político, cultural e histórico nos ajudará a melhor trabalhar o desenvolvimento sócio-econômico.
Neste mundo novo, nesta sociedade nova, todos devem possuir direito e condições de acesso a aprendizagem e ao conhecimento nos mais variados níveis de educação e para tanto a luta para redução das desigualdades econômicas e das injustiças sociais, raciais, de orientação e de gênero precisa estar na ordem do dia.
Mandela chamou o período de apartheid de “extraordinário desastre humano” de onde deveria nascer uma sociedade da qual toda a humanidade se orgulhará. Ele destacou o importante papel desempenhado pelo povo e, especialmente, pelas lideranças democráticas políticas, religiosas, da juventude, do movimento de mulheres e de diversos setores profissionais.
Depois de tantos anos no exílio, ele estipulou que sua posse seria o marco do tempo de iniciar a cura das feridas, a transposição dos abismos e o momento de construir. Para tanto todos deveriam se comprometer a jamais manter um semelhante no terrível cativeiro da pobreza, do sofrimento, da discriminação sexual, das privações e de quaisquer outras. Suas palavras estão presentes em cartazes, em repartições públicas ou em postagens da internet, mas parece que passados quase trinta anos, ainda, não ecoaram nos corações de milhões de pessoas.

A educação liberta, transforma, inclue e possibilita. Abordar com coragem e qualidade as diversas questões e conteúdos étnico-racias é sem dúvida alguma um dos maiores investimentos que os governos devem realizar. Os profissionais da educação de todas as disciplinas estão sendo convocados a participar desta mobilização, se omitir seria o mesmo que incentivar a manutenção do país desigual que experimentamos por aqui e por todo planeta.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

André Luiz representa a Região em Conferência da Igualdade Racial

O vereador André Luiz (PCdoB) foi um dos representantes da região administrativa de Ribeirão Preto e Franca na III Conferência Estadual da Igualdade Racial, realizada em São Paulo (23 a 25/08) com o tema “Democracia e Desenvolvimento: por um S. Paulo contra o racismo”. Entre os objetivos a análise de avanços, desafios e perspectivas de políticas da igualdade racial, e a discussão de formas para implementar políticas de enfrentamento ao racismo nos âmbitos regional, estadual e nacional. Segundo o vereador “ o preconceito, o racismo e a discriminação são realidades inegáveis e os governos, especialmente do interior, precisam avançar muito e tirar as políticas públicas dos discursos e dos papéis e efetivamente implementá-las”. Na foto André ao lado de lideranças negras estaduais.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

André participa do 3º Congresso da CTB

O vereador André Luiz participou do 3º Congresso Nacional da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) em São Paulo. Foram credenciados 1.258 delegados e delegadas dos 27 estados brasileiros e a região de Ribeirão Preto marcou presença. Além do balanço das atividades e a programação para os próximos anos, foi realizada a eleição da nova direção para um mandato de quatro anos (2013-2017). Adilson Araújo, bancário da Bahia, foi eleito o novo presidente. Wagner Gomes, deixou a presidência e assumiu a Secretaria-geral. Para André o fortalecimento do movimento sindical é fundamental para o avanço nas conquistas trabalhistas. Na foto o vereador ao lado do ministro do trabalho e emprego Manoel Dias.

André se reúne com deputado e solicita apoio para Ribeirão Preto

André se reúne com deputado e solicita apoio para Ribeirão Preto O vereador André Luiz (PCdoB) esteve reunido com o deputado estadual Alcides Amazonas do mesmo partido. O Encontro ocorreu no dia 22 de agosto na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na pauta o apoio a entidades assistências de Ribeirão Preto e ao projeto de implantação de brinquedos equipamentos para pessoas com deficiência em parques, praças, e outros locais públicos destinados à prática de esportes de lazer.

domingo, 25 de agosto de 2013

Artigo Jornal Tribuna - 25.08.13


Cidades Saudáveis

A Agência Nacional de Saúde trava uma batalha jurídica com as operadoras de planos de saúde que estão proibidas, por três meses, de comercializar 246 planos a novos clientes. Entre os motivos para a penalização está o descumprimento de prazos máximos para o agendamento de consultas, cirurgias e exames, além da negativa de cobertura a beneficiários. A chamada saúde suplementar, apregoada como solução para a insatisfação com o que é oferecido pelo Estado, demonstra suas limitações reproduzindo cenários semelhantes aos encontrados na saúde pública.
Se para a iniciativa privada a saúde é encarada como mercadoria ou prestação de serviços a clientes, para o poder público ela é direito constitucional e deve ser priorizada entre as políticas de governo. Embora com abordagens diferenciadas a qualidade no atendimento e a visão ampla do conceito de saúde devem ser metas perseguidas por ambos.
Criticar a saúde talvez seja o exercício mais fácil para jornalistas, políticos e cidadãos das mais diversas profissões. Quase todos nós conhecemos casos onde pacientes e acompanhantes não saíram satisfeitos com o atendimento recebido. Aliás, divulgar o negativo dá mais mídia, manchete e “ibope”. Os grandes avanços, a capacidade e empenho dos nossos profissionais geralmente são registrados com a frase: “não fez mais que a obrigação!”.
Como apontar o dedo é fácil, vamos ao mais difícil: apontar soluções. Uma ação que pode resultar em melhoras para a saúde é a adesão a proposta de Cidades Saudáveis. Conceito surgido nos anos 70 e difundido no Brasil a partir da década de 1990. Seus adeptos defendem que a implementação de um conjunto de políticas governamentais integradas a educação, esporte, lazer e cultura de qualidade, proporcionam reflexos automáticos na qualidade de vida e saúde das pessoas. Uma população educada, com melhores condições de moradia e renda estatisticamente adoece menos.
Isto é possível, mas uma das dificuldades encontradas será o modelo burocrático e fragmentado de gestão e a falta de intersetorialidade na máquina administrativa. A questão orçamentária também merece especial atenção, pois a justa arrecadação e o uso equilibrado dos recursos possibilitariam o cumprimento das metas e estratégias definidas em planejamentos intersetorias, sistemáticos e continuados, capazes de superar iniciativas esporádicas e isoladas.
Na nova conceituação de "Promoção à Saúde" observamos um processo onde, além dos profissionais da saúde, toda a comunidade capacita-se para participar como agente de transformação. Os conselhos populares devem jogar papel preponderante nesta fase. É uma mudança de paradigma onde a saúde passa a ser o ponto central em torno do qual giram todas as demais políticas públicas a ela relacionadas, entre as quais saneamento básico, infraestrutura, meio ambiente, mobilidade e transporte urbano.
Em uma época onde os próprios gestores públicos reconhecem a incapacidade no trato com seus recursos humanos, desafios como a otimização do uso dos leitos hospitalares, a integração entre as várias unidades de serviços de saúde, a plena disponibilização dos recursos materiais e tecnológicos e a diminuição no tempo de espera podem parecer itens inatingíveis, mas não são. Com planejamento, sensibilização, mobilização e comprometimento de todos os atores podemos chegar lá.
Muitos desafios estão postos, mas recepcionar a proposta de Cidades Saudáveis como uma estratégia de governo pode ser um bom início.