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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dia da Consciência Negra 2011





Em Sessão Solene, em comemoração ao Dia da Consciência Negra, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto prestou homenagens a negros e negras da cidade. Foram homenageados:

Cecilia Helena do Carmo

Benedito Marques

Paulo Marcelo Fernandes

Luiz Rodrigues de Souza

João Carlos Matheus

Simone Aparecida Neves Gomes

Angela Maria Roberto

Odair da Silva

Marta Sueli Souza Penteado Pereira Cesário

Antonio Damásio Nascimento

Ana Lúcia Graciano Lopes da Silva

Cristina de Fátima Pacheco

Josefina Barboza

Carlos Alberto Euzébio Abadia

Suely Francisco

Adenilsa Ambrósio dos Santos

Rodolfo Rita

Discurso do vereador André Luiz da Silva (PcdoB)

Senhor Presidente, integrantes da mesa diretora, público presente, homenageados, telespectadores que acompanham a TV Câmara. Boa noite!

Meus agradecimentos aos vereadores que participam da sessão e que escolheram as personalidades negras para serem homenageadas.

Hoje é noite de festa. Noite de lembrar o herói nacional Zumbi dos Palmares. Romantismo a parte a história de Zumbi é o reflexo da história do negro brasileiro. Nascido livre, aos seis anos foi escravizado. Trocaram seu nome, sua religião, sua cultura, tiraram tudo de Zumbi, menos a esperança e o desejo de liberdade. Zumbi fugiu, transformou-se em guerreiro, posteriormente comandou o Quilombo de Palmares.

Sua morte contou com requintes de crueldade. Cortaram sua cabeça e após salgá-la, colocaram em uma estaca, em exposição, para servir de exemplo aos outros negros que acreditavam que Zumbi era imortal. Seus algozes não imaginavam que centenas de anos depois, o ideal, o espírito e os sonhos de Zumbi permaneceriam cada vez mais vivos. Sim, Zumbi está vivo em cada afrodescendente, em cada um dos homenageados de hoje.

Essa sessão tem por objetivo recordar a memória de Zumbi, destacar homens e mulheres negras da sociedade local e celebrar o Dia da Consciência Negra.

Consciência que falta a alguns negros, muitos brancos, a maioria dos brasileiros. Consciência que exige atitudes objetivas, mudanças culturais, sociais, econômicas, mudanças de paradigmas.

Precisamos enfrentar o racismo, o preconceito e a discriminação. Precisamos da implementação de políticas públicas concretas, voltadas ao resgate da dignidade desse povo sofrido e o pagamento da dívida histórica que o Brasil possui com cada um de seus filhos.

Aos que nasceram em África e foram escravizados, conduzidos em navios negreiros;

Aos que morreram e tiveram seus corpos atirados no mar;

Aos que foram seviciados no pelourinho, na senzala;

Aos homens que foram mutilados;

Às mulheres que foram violentadas;

Aos filhos que foram separados de seus pais;

A todos os que morreram trabalhando nas minas, nas fazendas;

Aos que morreram lutando pela liberdade;

E a todos os que resistiram e ajudaram a construir a grandeza de nosso país, a nossa homenagem e a nossa convocação para continuar na luta pela tão sonhada igualdade.

Termino citando um grande negro Abdias Nascimento que foi senador da República e um dos grandes líderes do movimento negro:

“Enquanto não houver igualdade, sobretudo nos meios de comunicação e na educação, e enquanto a voz das instituições que apresentam uma outra versão da filosofia que nos foi imposta não tiverem eco, o Brasil não tem o direito de declarar-se uma nação democrática! De maneira nenhuma!”


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