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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Delegado Protógenes Queiroz filia-se ao PCdoB em cerimônia conduzida por vereador de Ribeirão Preto

Diante de um publico de cerca de 600 pessoas, a apresentação e a condução de toda a cerimônia que oficializou a filiação do delegado Protógenes Queiroz ao PCdoB ficou por conta do vereador André Luiz da Silva. A cerimônia foi realizada em São Paulo, no feriado de 7 de Setembro – Dia da Independência - no campus Vergueiro da Universidade Paulista (Unip).

Entre as autoridades que participaram do evento e saudaram a filiação do delegado estavam o presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo, a presidente estadual do PCdoB-SP, Nádia Campeão; o ministro do Esporte, Orlando Silva; o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE); a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG); os deputados estaduais Álvaro Gomes (PCdoB-BA) e Pedro Bigardi (PCdoB-SP); o vereador Jamil Murad, o presidente da UNE, Augusto Chagas; o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana; o presidente da Associação dos Delegados de Polícia de São Paulo, Sérgio Roque e Benedito Marques, da Maçonaria Unida por São Paulo.

Encarregado da condução da solenidade, o vereador André Luiz voltou de São Paulo entusiasmado com as novas filiações do seu partido. “Com a filiação do delegado e agora camarada Protógenes e de tantos novos militantes, o nosso partido, o PCdoB ficará ainda mais capacitado para fortalecer o campo popular e de esquerda em 2010, jogar um papel de maior destaque nas eleições e, principalmente, dirigir um grande movimento de resgate dos valores nacionais, de resgate e de limpeza das instituições e de continuar o avanço no rumo das mudanças”.

Segundo André Luiz, o delegado exaltou o PCdoB, afirmando que os projetos do pré-sal foram uma resolução do comitê do partido. Após o discurso, durante a execução da música Ave Maria, Protógenes juntou as mãos e fez uma oração em público. Questionado sobre se seria beneficiado em uma eventual eleição para deputado federal com foro privilegiado, Protógenes disse ser contra a imunidade parlamentar. "Não sou bandido. Quem se beneficia por foro privilegiado é bandido", disse.

Trajetória de combate aos crimes do colarinho branco

Com uma trajetória marcada pelo combate aos crimes de colarinho branco, Protógenes ficou conhecido nacionalmente depois da Operação Satiagraha, em 2008. Ele foi afastado das investigações pela cúpula da Polícia Federal e é alvo de inquérito para apurar sua conduta. Durante a operação, Protógenes coordenou a prisão do banqueiro Daniel Dantas, controlador do grupo Opportunity, do mega-investidor Naji Nahas e do também do ex-prefeitos de São Paulo, Paulo Maluf e Celso Pitta.

Ainda não há definição sobre a que cargo Protógenes concorrerá como militante e filiado do PCdoB, mas ele deixou claro que quer unir diversos setores da sociedade para enfrentar as questões que julga serem as mais graves no país: a corrupção e a desigualdade social. “O Brasil tem pressa. Temos de agir”, disse.

Ameaças e intimidação

No final do ato, o delegado mais uma vez recebeu a visita de um agente da justiça. Desta vez o funcionário, que preferiu não se identificar, entregou-lhe uma queixa-crime movida pelo atual ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, devido à entrevista dada por Protógenes à revista Caros Amigos em dezembro do ano passado. Naquela edição, o delegado dizia que Stephanes, quando presidente do Banestado do Paraná, teria usado cheque pessoal para pagar fiança (de R$ 500 mil) de Vitor Hugo Nunes, envolvido com lavagem de dinheiro.
“Falei verdades consubstanciadas em provas”, explicou o delegado afastado da PF. E completou dizendo que “os sucessivos os atos de constrangimento têm se intensificado; isso demonstra a intenção desses setores que são minoritários na República. Mas no momento certo, a população vai dar a resposta que essa gente merece; 2010 está chegando”, declarou. Na semana passada, em coletiva de imprensa, Protógenes foi notificado a respeito de reabertura de processo administrativo movido a partir de ação de Paulo Maluf.

Está cada vez mais estreito o espaço para os quadros da polícia federal atuarem, disse Protógenes

Protógenes disse ainda que “está cada vez mais estreito o meu espaço como agente público dentro da Polícia Federal” e que “meu caminho agora é o da vida político-partidária brasileira”. Questionado sobre o foro privilegiado que teria caso se candidate e vença as eleições para o parlamento, declarou: “não sou bandido, sou contra a imunidade parlamentar. Quando serve para proteger contra qualquer ação judicial, não é imunidade, mas impunidade parlamentar”. Ele disse ainda que hoje muitos quadros da Polícia Federal seguem seu caminho. “Diria que 99,9% dos colegas da PF estão imbuídos desse mesmo espírito, haja vista que o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Cláudio Avelar, também se filiou ao PCdoB”.

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